Feliz aniversário, Amarildo
(junto ao poeta Carlos Drummond de Andrade)
Rio de Janeiro, 2025
Mnemografias: imagens, textos e reflexões
Estas imagens procuram dar forma ao registo quotidiano, ao pulsar dos dias e à necessidade de preservar aquilo que, de outro modo, se perderia no tempo. São imagens que nascem da memória, da solidão e do silêncio — um silêncio que muitas vezes acompanha a experiência de olhar e que, simultaneamente, me inquieta e me interroga.
São, por isso, mnemografias: grafias da memória, imagens que procuram fixar não apenas aquilo que foi visto, mas também aquilo que foi vivido, pensado e sentido. Cada imagem constitui o vestígio de um instante e, ao mesmo tempo, o ponto de partida para uma reflexão sobre o tempo, o corpo e a própria experiência estética.
Estas grafias brotam de um processo simultaneamente reflexivo e mnemónico, desenvolvido ao longo do tempo, no qual a imagem deixa de ser apenas representação para se tornar lugar de pensamento. A memória transforma-se em matéria visual; o corpo torna-se arquivo; e a experiência vivida converte-se em linguagem.
É nesse movimento entre imagem, memória, corpo e pensamento que se revela aquilo a que podemos chamar corpo poiético: um corpo que não é apenas matéria ou presença, mas também criação, transformação e possibilidade. Um corpo que se inscreve no tempo e que, através da experiência estética, continuamente se refaz.
As mnemografias são, assim, tentativas de dar corpo ao que permanece: fragmentos de memória, vestígios de silêncio, pensamentos e imagens que resistem ao esquecimento e acompanham o devir estético.
Pesquisa por tema:
Feliz aniversário, Amarildo
(junto ao poeta Carlos Drummond de Andrade)
Rio de Janeiro, 2025
David Carvalho e Maria Joaquina
Rio de Janeiro (anos 20)
Os meus avós maternos que emigraram para o Brasil (1914-1935) foram proprietários de vários negócios ligados ao comércio no Rio de Janeiro. Foi nesta terra, que tanto amaram, que nasceram os cinco filhos: Justina, João, Zeca, António e Lurdes Carvalho (minha mãe).
Regressando a Portugal em 1935 por motivos de saúde do meu avô (David de Carvalho) deixando a saudade tão proclamada e o coração na cidade maravilhosa.
David Carvalho (31-07-1893 / 25-09-1973)
Maria Joaquina (06-01-1899 / 15-02-1958)
Filhos
Justina Carvalho (25-02-1919 / 30-01-2005)
João Batista Carvalho (21-08-1922 / 29-11-2007)
José (Zeca) Carvalho (03-04-1925 / 21-11-2010)
António (Toninho) Carvalho (03-09-1931 / 10-12-2011)
Lurdes de Jesus Carvalho (29-12-1933 / 27-07-2022)