vou morrer
vou morrer
vou morrer
vou morrer
vou morrer
vou morrer
vou morrer
vou morrer —
amanhã
quando acordar
morrerei outra vez
in Sem Rumo
poesia © LC Barreira
Mnemografias: imagens, textos e reflexões
Estas imagens procuram dar forma ao registo quotidiano, ao pulsar dos dias e à necessidade de preservar aquilo que, de outro modo, se perderia no tempo. São imagens que nascem da memória, da solidão e do silêncio — um silêncio que muitas vezes acompanha a experiência de olhar e que, simultaneamente, me inquieta e me interroga.
São, por isso, mnemografias: grafias da memória, imagens que procuram fixar não apenas aquilo que foi visto, mas também aquilo que foi vivido, pensado e sentido. Cada imagem constitui o vestígio de um instante e, ao mesmo tempo, o ponto de partida para uma reflexão sobre o tempo, o corpo e a própria experiência estética.
Estas grafias brotam de um processo simultaneamente reflexivo e mnemónico, desenvolvido ao longo do tempo, no qual a imagem deixa de ser apenas representação para se tornar lugar de pensamento. A memória transforma-se em matéria visual; o corpo torna-se arquivo; e a experiência vivida converte-se em linguagem.
É nesse movimento entre imagem, memória, corpo e pensamento que se revela aquilo a que podemos chamar corpo poiético: um corpo que não é apenas matéria ou presença, mas também criação, transformação e possibilidade. Um corpo que se inscreve no tempo e que, através da experiência estética, continuamente se refaz.
As mnemografias são, assim, tentativas de dar corpo ao que permanece: fragmentos de memória, vestígios de silêncio, pensamentos e imagens que resistem ao esquecimento e acompanham o devir estético.
Pesquisa por tema:
vou morrer
vou morrer
vou morrer
vou morrer
vou morrer
vou morrer
vou morrer
vou morrer —
amanhã
quando acordar
morrerei outra vez
in Sem Rumo
poesia © LC Barreira
Luís Carvalho Barreira
Luna Inês, 2026
Lisboa
Fotografia
arquivo: 20260329_NK5_4509
pôr-do-sol
poemas visuais
2024 @ LC Barreira
original, 1999 [para a Catarina]
in Poemas lidos © LC Barreira
para o Guilherme
preso por um fio,
o papagaio de papel
voa,
voa
voa,
voa
percorre mundo
antes de adormecer
no fim do fio,
leva os sonhos —
Gui
a sorrir
Luís Carvalho Barreira
c 002, 2026
Lisboa
Fotografia
arquivo: 20260328_NK5_4489
Luís Carvalho Barreira
s/t 2026
Lisboa
Fotografia
arquivo: 20260328_NK5_4481
Luís Carvalho Barreira
CCB
Lisboa
Fotografia
arquivo: 20260524_IMG_4662
Luís Carvalho Barreira
CCB
Lisboa
Fotografia
arquivo: 20260524_IMG_4657
Luís Carvalho Barreira
jacarandá, 2026
Lisboa
Fotografia
arquivo: 20260524_IMG_4654
Luís Carvalho Barreira
traços, 2026
Lisboa
Fotografia
arquivo: 20260517_IMG_4644
Luís Carvalho Barreira
Carc - palavras obliteradas, 2026
serie: no parque
Fotografia
arquivo: 20260517_IMG_4642
Luís Carvalho Barreira
Estádio José de Alvalade, 2026
Sporting Clube de Portugal
Fotografia
arquivo: 20260516_IMG_4641
Luís Carvalho Barreira
“diálogos”, 2026
Lisboa
Fotografia
arquivo: 20260512_IMG_4637
Luís Carvalho Barreira
Yasmin & Luna
Palácio Nacional da Ajuda
Lisboa
Fotografia fashion
arquivo: 20260329_NK5_5013
Luís Carvalho Barreira
Luna Inês, 2026
Lisboa
fotografia
arquivo: 20260329_NK5_4805
retrato de sofia —
namora [a preencher pela aniversariante] nuvens brancas
feliz aniversário, Sofia
Luís Carvalho Barreira
Luna Inês, 2026
fashion
Lisboa
Fotografia
arquivo: 20260329_NK5_4834
Luís Carvalho Barreira
voar, 2026
modelo: Yasmin Woler
Lisboa
Fotografia fashion
arquivo: 20260329_NK5_4702
Luís Carvalho Barreira
Ártemis de Éfeso, datada do século I a.C..
Museu arqueologia Nacional de Atenas
2026
Fotografia
arquivo: 20260131_IMG_4258
interpretação:
A figura é conhecida pelos seus inúmeros apêndices no peito, muitas vezes interpretados como seios, ovos, frutos ou até testículos de touro — interpretações que considero incorretas. Segundo a minha leitura, as formas arredondadas representam favos de mel, simbolizando fertilidade.
Nesse sentido, na antiga cidade de Éfeso, as sacerdotisas de Ártemis eram chamadas Melissae (que significa “abelhas de mel”, em grego). O sumo sacerdote era conhecido como Essen, termo que se traduz como “rei abelha”.
Para os antigos, o mel era visto como um néctar divino, dotado de propriedades curativas e purificadoras. Ártemis, como “Rainha Abelha”, personificava a ordem da natureza, a abundância e a proteção da comunidade — tal como uma colmeia.
Luís Carvalho Barreira
“Escrúpulo”, 2026
serie: narrativas poiéticas
Fotografia
arquivo: 20260123_Studio-031