Luís Carvalho Barreira
Ártemis de Éfeso, datada do século I a.C..
Museu arqueologia Nacional de Atenas
2026
Fotografia
arquivo: 20260131_IMG_4258
interpretação:
A figura é conhecida pelos seus inúmeros apêndices no peito, muitas vezes interpretados como seios, ovos, frutos ou até testículos de touro — interpretações que considero incorretas. Segundo a minha leitura, as formas arredondadas representam favos de mel, simbolizando fertilidade.
Nesse sentido, na antiga cidade de Éfeso, as sacerdotisas de Ártemis eram chamadas Melissae (que significa “abelhas de mel”, em grego). O sumo sacerdote era conhecido como Essen, termo que se traduz como “rei abelha”.
Para os antigos, o mel era visto como um néctar divino, dotado de propriedades curativas e purificadoras. Ártemis, como “Rainha Abelha”, personificava a ordem da natureza, a abundância e a proteção da comunidade — tal como uma colmeia.
