a m a r o m a r

Luís Barreiraa m a r o m a r , 2016série: seascapesFotografiaarquivo: 04_03_IMG_7643, 2016

Luís Barreira

a m a r o m a r , 2016

série: seascapes

Fotografia

arquivo: 04_03_IMG_7643, 2016

Céu em fogo

Luís BarreiraCéu em fogo, 2018série: Fotografiaarquivo: 05_06_DSCF7332, 2018

Luís Barreira

Céu em fogo, 2018

série: 

Fotografia

arquivo: 05_06_DSCF7332, 2018

Linha

Luís BarreiraLinha, 18Costa da CaparicaSérie:Fotografiaarquivo: 05_01_DSCF7298, 2018

Luís Barreira

Linha, 18

Costa da Caparica

Série:

Fotografia

arquivo: 05_01_DSCF7298, 2018

Maria

Maria Teixeira by Luís BarreiraSérie: PortraitsFotografiaarquivo: 01_19_nk_11670, 2016

Maria Teixeira by Luís Barreira

Série: Portraits

Fotografia

arquivo: 01_19_nk_11670, 2016

Espichel

Luís BarreiraEspichel, 2013Série: Fotografiaarquivo: 03_09_IMG_2184, 2013

Luís Barreira

Espichel, 2013

Série: 

Fotografia

arquivo: 03_09_IMG_2184, 2013

Porto

Luís BarreiraPorto, 2012Série: Street PhotographyFotografiaarquivo: 2012_12_13_DSCN2159

Luís Barreira

Porto, 2012

Série: Street Photography

Fotografia

arquivo: 2012_12_13_DSCN2159

Éfeso

Luís BarreiraBiblioteca de Celso, Éfeso, 2005Série:Fotografiaarquivo: 08_14_DSC01150, 2005

Luís Barreira

Biblioteca de Celso, Éfeso, 2005

Série:

Fotografia

arquivo: 08_14_DSC01150, 2005

"Sei os teus seios"

Sei os teus seios

Sei os teus seios.
Sei-os de cor.

Para a frente, para cima,
Despontam, alegres, os teus seios.

Vitoriosos já,
Mas não ainda triunfais.

Quem comparou os seios que são teus
(Banal imagem) a colinas!

Com donaire avançam os teus seios,
Ó minha embarcação!

Porque não há
Padarias que em vez de pão nos dêem seios
Logo p’la manhã?

Quantas vezes
Interrogastes, ao espelho, os seios?

Tão tolos os teus seios! Toda a noite
Com inveja um do outro, toda a santa
Noite!

Quantos seios ficaram por amar?

Seios pasmados, seios lorpas, seios
Como barrigas de glutões!

Seios decrépitos e no entanto belos
Como o que já viveu e fez viver!

Seios inacessíveis e tão altos
Como um orgulho que há-de rebentar
Em deseperadas, quarentonas lágrimas…

Seios fortes como os da Liberdade
-Delacroix-guiando o Povo.

Seios que vão à escola p’ra de lá saírem
Direitinhos p’ra casa…

Seios que deram o bom leite da vida
A vorazes filhos alheios!

Diz-se rijo dum seio que, vencido,
Acaba por vencer…

O amor excessivo dum poeta:
“E hei-de mandar fazer um almanaque
da pele encadernado do teu seio”

Retirar-me para uns seios que me esperam
Há tantos anos, fielmente, na província!

Arrulho de pequenos seios
No peitoril de uma janela
Aberta sobre a vida.

Botas, botirrafas
Pisando tudo, até os seios
Em que o amor se exalta e robustece!

Seios adivinhados, entrevistos,
Jamais possuídos, sempre desejados!

“Oculta, pois, oculta esses objectos
Altares onde fazem sacrifícios
Quantos os vêem com olhos indiscretos”

Raimundo Lúlio, a mulher casada
Que cortejastes, que perseguistes
Até entrares, a cavalo, p’la igreja
Onde fora rezar,
Mudou-te a vida quando te mostrou
(“É isto que amas?”)
De repente a podridão do seio.

Raparigas dos limões a oferecerem
Fruta mais atrevida: inesperados seios…

Uma roda de velhos seios despeitados,
Rabujando,
A pretexto de chá…

Engolfo-me num seio até perder
Memória de quem sou…

Quantos seios devorou a guerra, quantos,
Depressa ou devagar, roubou à vida,
À alegria, ao amor e às gulosas
Bocas dos miúdos!

Pouso a cabeça no teu seio
E nenhum desejo me estremece a carne.

Vejo os teus seios, absortos
Sobre um pequeno ser

Alexandre O’Neill

Luís Barreira"sei-os de cor", 1992Jardim Botânico, LisboaSérie:FotografiaGelatin Silver printarquivo: FOLIO_139_10339, 1992

Luís Barreira

"sei-os de cor", 1992

Jardim Botânico, Lisboa

Série:

Fotografia

Gelatin Silver print

arquivo: FOLIO_139_10339, 1992

Ana Antelo

Ana Antelo by Luís BarreiraJardim Botânico, 1992Série: PortraitsFotografiaGelatin Silver printarquivo: FOLIO_139_10336, 1992

Ana Antelo by Luís Barreira

Jardim Botânico, 1992

Série: Portraits

Fotografia

Gelatin Silver print

arquivo: FOLIO_139_10336, 1992

Monstera deliciosa

Luís BarreiraMonstera deliciosa - Costela-de-adãoJardim Botânico, 2018série: LisboaFotografiaarquivo: 04_14_DSCF7213, 2018

Luís Barreira

Monstera deliciosa - Costela-de-adão

Jardim Botânico, 2018

série: Lisboa

Fotografia

arquivo: 04_14_DSCF7213, 2018

young girl

Luís Barreirayoung girl, 2018série: portraitsFotografiaarquivo: 03_01_DSCF5945, 2018

Luís Barreira

young girl, 2018

série: portraits

Fotografia

arquivo: 03_01_DSCF5945, 2018

REDUTOS

REDUTOSPhotography book24.0x22.0 cm (9.45x8.66 in.)123 Pages / 111 Photosauthor edition, 2017Limited edition (20 Books)signed copyPublished by Luís BarreiraISBN: 978-989-20-8025-3Depósito Legal: 433873/17

REDUTOS

Photography book

24.0x22.0 cm (9.45x8.66 in.)

123 Pages / 111 Photos

author edition, 2017

Limited edition (20 Books)

signed copy

Published by Luís Barreira

ISBN: 978-989-20-8025-3

Depósito Legal: 433873/17

nuvem

Como nuvens pelo céu
Passam os sonhos por mim.
Nenhum dos sonhos é meu
Embora eu os sonhe assim. 
São coisas no alto que são
Enquanto a vista as conhece,
Depois são sombras que vão
Pelo campo que arrefece. 

Símbolos? Sonhos? Quem torna
Meu coração ao que foi?
Que dor de mim me transtorna?
Que coisa inútil me dói?

Fernando Pessoa

Luís Barreiranuvem, 2018Fotografiaarquivo: 03_29_IMG_3824, 2018câmara: IPhone 5

Luís Barreira

nuvem, 2018

Fotografia

arquivo: 03_29_IMG_3824, 2018

câmara: IPhone 5

Bóia

Luís Barreira"Bóia", 2018Série: no parqueFotografiaarquivo: 04_05_DSCF7171, 2018

Luís Barreira

"Bóia", 2018

Série: no parque

Fotografia

arquivo: 04_05_DSCF7171, 2018