Luís Barreira
"Pura Poesia", 2017
Lisboa
Série:
Fotografia
arquivo: 05_14_DSCF2322, 2017
MNEMOGRAFIAS: fragmentos da memória
Pesquisa por tema:
Luís Barreira
"Pura Poesia", 2017
Lisboa
Série:
Fotografia
arquivo: 05_14_DSCF2322, 2017
Luís Barreira
untitled, 2014
Sintra
série: LAVRA
Fotografia
arquivo: 03_02_IMG_5587, 2014
Luís Barreira
untitled, 2014
série: LAVRA
Fotografia
arquivo: 02_01_DSC_1283, 2014
Luís Barreira
Ponte, 2014
Lisboa
Série: no parque
Fotografia
arquivo: 01_17_IMG_4734, 2014
Luís Barreira
Portrait of Pedro Sendas, 2014
Série: Portraits
fotografia
arquivo: 05_17_IMG_6424, 2014
Luís Barreira
Rapto de Proserpina (pormenor) do escultor John Cheere (1709-1787)
Palácio de Queluz, 2013
Série:
Fotografia
arquivo: 12_09_DSC_1017, 2013
Luís Barreira
Arrábida, 2015
Série: Landscapes
Fotografia
arquivo: 01_12_IMG_2292, 2015
Luís Barreira
Praia das Maçãs, 2015
Série: seascapes
Fotografia
arquivo: 01_04_IMG_2052, 2015
Luís Barreira
Colorado House, 1994
Série:
Fotografia
arquivo: F_182_11751, 1994
Luís Barreira
São Vicente atado à coluna (século XV).
autor desconhecido
Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa.
2017
Fotografia
arquivo: 04/02/img-6044, 2017
Luís Barreira
untitled, 2017
Rio Tejo, Lisboa
Série: Landscapes
Fotografia
arquivo: 01_29_IMG_5737, 2017
Amy Yoes, Fátima Vaz e Luís Barreira
Chicago, 1994
arquivo: F_193-12081, 1994
Luís Carvalho Barreira
Fotografia para um poema, 2017
performed by Rita (aluna do Curso de Teatro)
Essa negra Fulô, poema de Jorge de Lima (1895 - 1953) dito por João Villaret no Teatro S. Luís em Lisboa, em 1957.
Essa Negra Fulô
Ora, se deu que chegou
(isso já faz muito tempo)
no bangüê dum meu avô
uma negra bonitinha,
chamada negra Fulô.
Essa negra Fulô!
Essa negra Fulô!
Ó Fulô! Ó Fulô!
(Era a fala da Sinhá)
— Vai forrar a minha cama,
pentear os meus cabelos,
vem ajudar a tirar
a minha roupa, Fulô!
Essa negra Fulô!
Essa negrinha Fulô
ficou logo pra mucama,
pra vigiar a Sinhá
pra engomar pro Sinhô!
Essa negra Fulô!
Essa negra Fulô!
Ó Fulô! Ó Fulô!
(Era a fala da Sinhá)
vem me ajudar, ó Fulô,
vem abanar o meu corpo
que eu estou suada, Fulô!
vem coçar minha coceira,
vem me catar cafuné,
vem balançar minha rede,
vem me contar uma história,
que eu estou com sono, Fulô!
Essa negra Fulô!
“Era um dia uma princesa
que vivia num castelo
que possuía um vestido
com os peixinhos do mar.
Entrou na perna dum pato
saiu na perna dum pinto
o Rei-Sinhô me mandou
que vos contasse mais cinco.”
Essa negra Fulô!
Essa negra Fulô!
Ó Fulô? Ó Fulô?
Vai botar para dormir
esses meninos, Fulô!
“Minha mãe me penteou
minha madrasta me enterrou
pelos figos da figueira
que o Sabiá beliscou.”
Essa negra Fulô!
Essa negra Fulô!
Ó Fulô? Ó Fulô?
(Era a fala da Sinhá
Chamando a negra Fulô.)
Cadê meu frasco de cheiro
Que teu Sinhô me mandou?
— Ah! Foi você que roubou!
Ah! Foi você que roubou!
O Sinhô foi ver a negra
levar couro do feitor.
A negra tirou a roupa.
O Sinhô disse: Fulô!
(A vista se escureceu
que nem a negra Fulô.)
Essa negra Fulô!
Essa negra Fulô!
Ó Fulô! Ó Fulô!
Cadê meu lenço de rendas,
Cadê meu cinto, meu broche,
Cadê o meu terço de ouro
que teu Sinhô me mandou?
Ah! foi você que roubou.
Ah! foi você que roubou.
Essa negra Fulô!
Essa negra Fulô!
O Sinhô foi açoitar
sozinho a negra Fulô.
A negra tirou a saia
e tirou o cabeção,
de dentro dêle pulou
nuinha a negra Fulô.
Essa negra Fulô!
Essa negra Fulô!
Ó Fulô! Ó Fulô!
Cadê, cadê teu Sinhô
que Nosso Senhor me mandou?
Ah! Foi você que roubou,
foi você, negra fulô?
Essa negra Fulô!
Luís Barreira
Pose - no parque, 2017
Lisboa
Série: no parque
Fotografia
arquivo: 09_10_DSCF2275, 2017
Luís Barreira
twilight zone, 2017
Costa da Caparica
Fotografia
arquivo: 08_28_DSCF2221, 2017
árvore
Luís Barreira
arquivo: 11_13_IMG_5677, 2015
«Glória aos fotógrafos, a essa objectiva humilde que vai visitar as árvores na mata, no jardim público ou à beira da estrada, e delas recolhe a imagem menos imperfeita, porque menos individualista - árvore em estado de árvore. Não me achando em condições de possuir um sítio, nem mesmo uma araucária particular, incompatível com as dimensões do metro quadrado em que resido, eu (e aqui sou João, Leovigildo, Heitor, homem urbano em geral) consolo-me contemplando algumas fotografias de olmos, faias, eucaliptos, jequitibás, espécies resinosas e essências. Amo vê-las em grupo ou isoladas, oferecendo à pressão do vento a massa compacta de folhagem; reflectindo, interceptando ou matizando os raios solares que tentam penetrá-las; lavando-se à beira da corrente, em sincera solidão; ou ainda contrastando com os frágeis monumentos de pedra, tijolo e cimento, que chamamos de casas, e que é tão raro não "sobrarem" na natureza; e até mesmo esparsas entre esses outros monumentos, os mais frágeis de todos, de nervos e vasos sanguíneos, que chamamos homens, e tampouco sabem integrar-se no conjunto natural onde folhas, raízes, insetos e ventos se organizam sem política.»
Carlos Drummond de Andrade, Passeios na Ilha (1952)
Auto-retrato III, 2017
Fotografia
série: anartist 3/6
arquivo: 04_03_IMG_6292, 2017
Luís Barreira
Costa da Caparica, 2017
série:
Fotografia
arquivo: 08_28_DSCF2202, 2017
Luís Barreira
Hotel, 2017
Costa da Caparica
Série:
Fotografia
arquivo: 08_28_DSCF2224, 2017