Luís Barreira
Londres, 1987
Fotografia/Colagem
Série: entropia
Luís Barreira
Londres, 1987
Fotografia/Colagem
Série: entropia
Luís Barreira
nu #2125, 2000
Fotografia/Colagem
Série: entropia
Luís Barreira
elizabeth
Fotografia/Colagem
Série: entropia
*realizada ao longo dos anos 80
Luís Barreira
A N N A - 1989
Fotografia/Colagens
Série: entropia
arquivo: SLIDE_2119-F_126_9870, 1991
*Trabalhos expostos na primeira Bienal de Vila Franca de Xira, 1989
O Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia (Maat) acolhe uma exposição de trabalhos de Rui Calçada Bastos, com curadoria de João Pinharanda. Não se trata de uma exposição fotográfica nem o autor se intitula fotógrafo. É um percurso plástico sobre a relação do olhar (o seu) e o percurso vivenciado pelo registo fotográfico.
Simplesmente Brilhante…
photo by Luís Barreira
Walking Distance, Maat, 2016
Rui Calçada Bastos
Exposição
Trabalhos de Rui Calçada Bastos, Maat, 2016
American Gothic é uma pintura de Grant Wood da colecção do Art Institute of Chicago.
Na foto 1942. os modelos de Grant Woodsão o Dr. B. H. McKeeby (dentista) e a sua irmã Nan Wood,
Luís Barreira
Retratos na Arte, 2014
Série: Retratos na Arte
Grant Wood, American Gothic, 1930
Man Ray fotografa Marcel Duchamp e Bronia Perlmutter, Adão e Eva inspirado no quadro de Lucas Cranach (o velho), 1924
Gelatin Silver print em placa de vidro, Paris
Musée national d’Art moderne
Luís Barreira
Tate Galleries, 1988
David Bomberg exhibition
Fotografia
Gelatin Silver print
David Bomberg - Procession, 1912-1914
Oil on paper laid on panel, 28.9 x 68.8 cm
Luís Barreira
Mariana com Avó Lurdes, 1991
série: photoart
arquivo: 1991_FOLIO_123_9728
Luís Barreira
New York, 1994
Pablo Picasso, Les demoiselles d'Avignon, 1907
MoMA - Museum of Modern Art
Fotografia
Gelatin Silver print
Luís Barreira
Lurdes Carvalho portraits (painel), 2002
Fotografia/colagens
Lurdes de Jesus Carvalho (mãe)
Os recantos da Serra do Açor deixam a descoberto algumas maravilhas naturais. A Foz D’Égua a pouco mais de 4 km do Piódão é um bom exemplo: um local de encontro da ribeira do Piódão com a ribeira de Chãs d’Égua, que percorrem em direcção ao rio Alvôco, tornando este local num espaço de rara beleza natural.
Nota do viajante: se o cenário natural é magnífico o mesmo não se pode dizer da falta de gosto do proprietário da casa e da encosta anexa que transformou este anfiteatro numa espécie de parque de diversões onde o Kitsch prevalece. Mesmo assim, vale a pena visitar.
Luís Barreira
Foz D´Égua, Piódão, 2016
série:
Fotografia
arquivo: 04_25_NK1_2644, 2016
coordenadas: 40.247197 -7.812672
Manifesto
Toda a arte deverá estar sepultada no CAM. A nossa será (foi) a primeira.
(nas fundações do CAM enterramos o nosso manifesto artístico, documentos libertadores da arte do século XX.)
Lisboa, 1981
LCB
MPPCM
Luís Barreira
Centro de Arte Moderna (construção), 1981
Fotografia
Gelatin-Silver Print
Luís Barreira
AB/LB #007, 2002
Fotografia/colagens
Revista mn #01 coordenada por Luís Barreira
Foto/Capa: Luís Barreira
"É preciso ter lata", 2005
Entrevista a Marcelo Rebelo de Sousa
...o realismo da pintura ou o lado onírico da fotografia...
René Magritte
L'amour, 1928 / fotografia
Auto-portrait devant sa peinture "Tenter L'Impossible", 1928 / pintura
Do álbum familiar, David Carvalho (avô)
fotografia/artes plásticas
Há uma lápide — heróis aos combatentes da 1ª guerra mundial — junto ao Jardim da Carreira, em Vila Real.
Na pedra ficaram gravados alguns nomes. Na terra ficaram esquecidos milhares de outros.
Chamaram-lhes heróis.
O meu avô nunca quis esse nome.
Levava a guerra nos olhos e o silêncio na voz.
Combatera em França. Depois atravessara o Atlântico à procura de paz. Regressara do Brasil com terras, uma venda, uma casa, uma figueira enorme e um poço que fazia cantar a água.
Toda a aldeia lhe chamava simplesmente o Padrinho.
Eu chamava-lhe avô.
Enquanto os outros lhe pediam a bênção, eu dava-lhe um beijo.
Talvez por isso me tenha ensinado aquilo que nunca escreveu em livro algum.
Perguntei-lhe um dia se conhecera os homens cujos nomes estavam gravados na lápide.
Sorriu.
— Heróis…
E deixou que o silêncio acabasse a frase.
Depois pediu-me apenas:
— Descalça-te.
A água virá por este rego. Quando chegar, tira os pés antes que se molhem. Se o conseguires, serás um herói.
Aceitei o desafio.
Mas ele nunca mais falou da guerra.
Falou-me do alecrim.
Das brasas que ficam mais perfumadas.
Do chá que consola o estômago cansado.
Falou-me do loureiro.
Das coroas dos vencedores.
De Apolo, que perdeu Dafne e transformou a saudade em folhas eternas.
Sentámo-nos à sombra.
Vendaram-se-me os olhos.
E então ouvi.
O silêncio não era silêncio.
Era a água a cair no tanque.
Era o rego a procurar os milheirais.
Era o corvo a anunciar o vento.
Era o perfume do alecrim levado pela brisa.
Era o ranger da porta do palheiro.
Era o cuco respondendo aos sonhos de uma rapariga.
Era o rouxinol escondido na brenha, cantando sem querer ser visto.
Era o voo das andorinhas a rasgar o ar.
Era o mundo inteiro a respirar.
E eu, de olhos fechados, comecei finalmente a ver.
A água aproximava-se.
Esquecera-me do desafio.
Quando senti o frio subir pelos pés, já era tarde.
Molhara-me.
O meu avô sorriu.
Nunca me repreendeu.
Disse apenas:
— Sabes, meu neto… se eu tivesse morrido no campo de batalha, talvez hoje o meu nome estivesse gravado naquela pedra.
Chamavam-me herói.
Mas não estaria aqui…
…para te ensinar a ouvir os sons do silêncio.
1984, © LC Barreira
Nos anos 80 entre o mergulho no caos e o chafurdar na desordem, a entropia da arte encerrava em si um movimento de redescoberta da harmonia. O expressionismo gestual da pintura, que rompe em sucessivas camadas de tinta, dá lugar ao rasgar de espaços fruto do reenquadramento da máquina fotográfica. A fotografia como veículo, instrumento, das artes plásticas.
Luís Barreira
projecto: entropia & arte (1982-1989)
6 fotografias / trabalhos expostos na I Bienal de Fotografia de Vila Franca de Xira, 1989
Série: entropia