Elizabeth

Luís BarreiraelizabethFotografia/ColagemSérie: entropia*realizada ao longo dos anos 80

Luís Barreira

elizabeth

Fotografia/Colagem

Série: entropia

*realizada ao longo dos anos 80

a n n a

Luís BarreiraA N N A - 1989Fotografia/ColagensSérie: entropiaarquivo: SLIDE_2119-F_126_9870, 1991

Luís Barreira

A N N A - 1989

Fotografia/Colagens

Série: entropia

arquivo: SLIDE_2119-F_126_9870, 1991

*Trabalhos expostos na primeira Bienal de Vila Franca de Xira, 1989

Walking Distance

O Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia (Maat) acolhe uma exposição de trabalhos de Rui Calçada Bastos, com curadoria de João Pinharanda. Não se trata de uma exposição fotográfica nem o autor se intitula fotógrafo. É um percurso plástico sobre a relação do olhar (o seu) e o percurso vivenciado pelo registo fotográfico.

Simplesmente Brilhante…

photo by Luís BarreiraWalking Distance, Maat, 2016Rui Calçada BastosExposição

photo by Luís Barreira

Walking Distance, Maat, 2016

Rui Calçada Bastos

Exposição

Trabalhos de Rui Calçada Bastos, Maat, 2016

Trabalhos de Rui Calçada Bastos, Maat, 2016

"American Gothic"

American Gothic é uma pintura de Grant Wood da colecção do Art Institute of Chicago.

Na foto 1942. os modelos de Grant Woodsão o Dr. B. H. McKeeby (dentista)  e a sua irmã Nan Wood,

Luís BarreiraRetratos na Arte, 2014Série: Retratos na Arte

Luís Barreira

Retratos na Arte, 2014

Série: Retratos na Arte

Grant Wood, American Gothic, 1930

Grant Wood, American Gothic, 1930

Man Ray, Adão e Eva, 1924

Man Ray fotografa Marcel Duchamp e Bronia Perlmutter, Adão e Eva inspirado no quadro de Lucas Cranach (o velho), 1924Gelatin Silver print em placa de vidro, ParisMusée national d’Art moderne

Man Ray fotografa Marcel Duchamp e Bronia Perlmutter, Adão e Eva inspirado no quadro de Lucas Cranach (o velho), 1924

Gelatin Silver print em placa de vidro, Paris

Musée national d’Art moderne

 

 

David Bomberg (1890-1957)

Luís BarreiraTate Galleries, 1988David Bomberg exhibitionFotografiaGelatin Silver print

Luís Barreira

Tate Galleries, 1988

David Bomberg exhibition

Fotografia

Gelatin Silver print

David Bomberg - Procession, 1912-1914Oil on paper laid on panel, 28.9 x 68.8 cm

David Bomberg - Procession, 1912-1914

Oil on paper laid on panel, 28.9 x 68.8 cm

Foz d'égua - Piódão

Os recantos da Serra do Açor deixam a descoberto algumas maravilhas naturais. A Foz D’Égua a pouco mais de 4 km do Piódão é um bom exemplo: um local de encontro da ribeira do Piódão com a ribeira de Chãs d’Égua, que percorrem em direcção ao rio Alvôco, tornando este local num espaço de rara beleza natural.

Nota do viajante: se o cenário natural é magnífico o mesmo não se pode dizer da falta de gosto do proprietário da casa e da encosta anexa que transformou este anfiteatro numa espécie de parque de diversões onde o Kitsch prevalece. Mesmo assim, vale a pena visitar.

Luís BarreiraFoz D´Égua, Piódão, 2016série:Fotografiaarquivo: 04_25_NK1_2644, 2016coordenadas: 40.247197 -7.812672

Luís Barreira

Foz D´Égua, Piódão, 2016

série:

Fotografia

arquivo: 04_25_NK1_2644, 2016

coordenadas: 40.247197 -7.812672

Centro Arte Moderna

Manifesto

Toda a arte deverá estar sepultada no CAM. A nossa será (foi) a primeira.

(nas fundações do CAM enterramos o nosso manifesto artístico, documentos libertadores da arte do século XX.)

Lisboa, 1981

LCB

MPPCM

Luís BarreiraCentro de Arte Moderna (construção), 1981FotografiaGelatin-Silver Print

Luís Barreira

Centro de Arte Moderna (construção), 1981

Fotografia

Gelatin-Silver Print

crisma

Luís BarreiraAB/LB #007, 2002Fotografia/colagens

Luís Barreira

AB/LB #007, 2002

Fotografia/colagens

"é preciso ter lata"

Revista mn #01 coordenada por Luís BarreiraFoto/Capa: Luís Barreira"É preciso ter lata", 2005Entrevista a Marcelo Rebelo de Sousa  

Revista mn #01 coordenada por Luís Barreira

Foto/Capa: Luís Barreira

"É preciso ter lata", 2005

Entrevista a Marcelo Rebelo de Sousa

 

 

Sons do Silêncio

Do álbum familiar, David Carvalho (avô)fotografia/artes plásticassérie: album

Do álbum familiar, David Carvalho (avô)

fotografia/artes plásticas


Sons do Silêncio

 

 

Há uma lápide — heróis aos combatentes da 1ª guerra mundial — junto ao Jardim da Carreira, em Vila Real.

Na pedra ficaram gravados alguns nomes.
Na terra ficaram esquecidos milhares de outros.

Chamaram-lhes heróis.

O meu avô nunca quis esse nome.

Levava a guerra nos olhos e o silêncio na voz.

Combatera em França.
Depois atravessara o Atlântico à procura de paz.
Regressara do Brasil com terras, uma venda, uma casa, uma figueira enorme e um poço que fazia cantar a água.

Toda a aldeia lhe chamava simplesmente o Padrinho.

Eu chamava-lhe avô.

Enquanto os outros lhe pediam a bênção,
eu dava-lhe um beijo.

Talvez por isso me tenha ensinado aquilo que nunca escreveu em livro algum.

Perguntei-lhe um dia se conhecera os homens cujos nomes estavam gravados na lápide.

Sorriu.

— Heróis…

E deixou que o silêncio acabasse a frase.

Depois pediu-me apenas:

— Descalça-te.

A água virá por este rego.
Quando chegar, tira os pés antes que se molhem.
Se o conseguires, serás um herói.

Aceitei o desafio.

Mas ele nunca mais falou da guerra.

Falou-me do alecrim.

Das brasas que ficam mais perfumadas.

Do chá que consola o estômago cansado.

Falou-me do loureiro.

Das coroas dos vencedores.

De Apolo, que perdeu Dafne e transformou a saudade em folhas eternas.

Sentámo-nos à sombra.

Vendaram-se-me os olhos.

E então ouvi.

O silêncio não era silêncio.

Era a água a cair no tanque.

Era o rego a procurar os milheirais.

Era o corvo a anunciar o vento.

Era o perfume do alecrim levado pela brisa.

Era o ranger da porta do palheiro.

Era o cuco respondendo aos sonhos de uma rapariga.

Era o rouxinol escondido na brenha, cantando sem querer ser visto.

Era o voo das andorinhas a rasgar o ar.

Era o mundo inteiro a respirar.

E eu, de olhos fechados, comecei finalmente a ver.

A água aproximava-se.

Esquecera-me do desafio.

Quando senti o frio subir pelos pés, já era tarde.

Molhara-me.

O meu avô sorriu.

Nunca me repreendeu.

Disse apenas:

— Sabes, meu neto… se eu tivesse morrido no campo de batalha, talvez hoje o meu nome estivesse gravado naquela pedra.

Chamavam-me herói.

Mas não estaria aqui…

 

…para te ensinar a ouvir os sons do silêncio.

1984, © LC Barreira

entropia

Nos anos 80 entre o mergulho no caos e o chafurdar na desordem, a entropia da arte encerrava em si um movimento de redescoberta da harmonia. O expressionismo gestual da pintura, que rompe em sucessivas camadas de tinta, dá lugar ao rasgar de espaços fruto do reenquadramento da máquina fotográfica. A fotografia como veículo, instrumento, das artes plásticas.

Luís Barreiraprojecto: entropia & arte (1982-1989)6 fotografias / trabalhos expostos na I Bienal de Fotografia de Vila Franca de Xira, 1989Série: entropia

Luís Barreira

projecto: entropia & arte (1982-1989)

6 fotografias / trabalhos expostos na I Bienal de Fotografia de Vila Franca de Xira, 1989

Série: entropia