Peter Brueghel, "o Velho" (1525-1569)

“A luta entre Carnaval e Quaresma, 1559” surge como uma sátira ao conflito expansionista religioso oriundo da Reforma protestante, iniciada por Martinho Lutero em 1517, e a reacção da Contra-reforma emanada do Concílio de Trento (1547).

No Concílio tridentino todo o corpo de doutrinas católicas havia sido discutido à luz das críticas protestantes. Após dezoito anos de trabalho, interrompido várias vezes, os teólogos elaboraram os decretos que depois foram discutidos pelos bispos em sessões privadas, tendo sido promulgadas solenemente em sessão pública em 1562.

O Concílio de Trento não só condenou, como definiu o pecado original recuperando entre outras medidas o Tribunal do Santo Ofício (inquisição) e a criação do Index Librorum Prohibitorum, com uma relação de livros proibidos pela igreja. Outras medidas incluíram a reafirmação da autoridade papal, a manutenção do celibato, a supressão de abusos envolvendo indulgências e a adopção da Vulgata como tradução oficial da Bíblia. 

A Arte a partir de então deverá estar sob controlo da Igreja Católica. Fim da arte renascentista e maneirista, assunção do Barroco.

Peter Brueghel, "o Velho" (1525-1569) "A luta entre Carnaval e Quaresma", 1559, óleo sobre madeira de carvalho Wien Kunsthistorisches Museum Gemäldegalerie

Peter Brueghel, "o Velho" (1525-1569)

"A luta entre Carnaval e Quaresma", 1559,

óleo sobre madeira de carvalho

Wien Kunsthistorisches Museum Gemäldegalerie